segunda-feira, 30 de março de 2015

O QUE É MEDIAÇÃO DE CONFLITOS



O que é a Mediação de Conflitos

A mediação é um recurso extrajudicial, privado e voluntário de resolução de conflitos, sendo especialmente vocacionada para todos os litígios em que há interesse, por parte dos seus intervenientes, em atender, não só ao presente mas, também, às consequências futuras da solução a encontrar, possibilitando, além do mais, a manutenção das suas relações (comerciais, de vizinhança, de amizade, familiares, bom nome, etc.) ou a sua melhoria, através de uma atitude de responsabilização e cooperação cívica, respeitosa e sigilosa, na resolução do problema e sua observância futura.
  
Quanto ao tempo de duração de um processo de mediação, podemos afirmar que cada caso é um caso, pois, a mediação é particular, rápida, informal, pouco dispendiosa e voluntária, variando a sua duração segundo o tipo e persistência dos conflitos, da complexidade dos temas e do relacionamento e abertura entre as partes. 

Geralmente, inicia-se com uma primeira entrevista designada de pré-mediação, na qual o mediador informa sobre o que é a Mediação, as suas etapas e avalia se as questões trazidas são adequadas ao emprego da mediação e da predisposição das partes para participarem. 

Nas reuniões seguintes desenrola-se a mediação propriamente dita, potencialmente terminando com a assinatura do acordo. O processo pode ser interrompido a qualquer momento, se os envolvidos assim o desejarem.

Os mediadores não podem, posteriormente, vir a ser testemunhas no processo judicial. O princípio da confidencialidade do processo de mediação abrange as partes, e eventuais outros intervenientes, e os mediadores. 

Portanto, ao decidirem-se pela mediação, as partes e o mediador assinam um termo de consentimento no qual expressamente todos se obrigam a manter o sigilo das sessões de mediação. Este princípio visa potenciar a confiança de todos na mediação que se vai desenrolar, por forma a que o diálogo seja o mais aberto possível, dentro dos parâmetros da boa-fé, do respeito mútuo e da cooperação.

Importante ressaltar que o mediador não vai dizer quem é que tem razão. O mediador de conflitos é neutro e imparcial. 

O mediador orienta as partes na descoberta dos pontos fracos e fortes das suas posições e interesses e na descoberta do que as une, auxiliando-as, sem as obrigar, a perceber, de forma cooperativa, as suas responsabilidades, por forma a criarem uma solução justa e equilibrada para os seus problemas.

O mediador de conflitos não é um terceiro que tem o poder de decisão, antes, é um terceiro imparcial. Na mediação são as partes que têm total domínio da decisão. 

O mediador é um profissional capacitado especificamente em técnicas de comunicação e gestão de conflitos, por forma a auxiliar as partes a sair de situações de impasse, a ampliar as alternativas para resolver o conflito e procurar com os envolvidos soluções que atendam a todos de forma justa e equilibrada.

A mediação é um recurso que vem sendo usada com êxito, há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, assim como mais recentemente, no Canadá, Japão, China, e em países da Europa, África e América Latina, como sejam a Argentina e o Brasil.

Quaisquer pessoas, físicas ou coletivas, envolvidas em conflitos ou litígios, que tenham necessidade ou desejo de os gerir, quer com intuito preventivo, quer com intuito de resolução, pode utilizar a mediação como forma de solução do seu problema.

A Mediação pode estar presente antes, durante ou após a resolução judicial. Os instrumentos extrajudiciais de resolução de controvérsias surgem para desafogar a tarefa judicial naquilo em que dela se pode abrir mão.

Os mediadores estão impedidos pelos seus Códigos de Ética de utilizar os seus conhecimentos profissionais de base (Direito, Gestão, Psicologia…) para orientar os envolvidos na Mediação. 

A consulta a especialistas antes, durante o processo, ou entre reuniões, com a intenção de esclarecimento ou orientação, é possível e, algumas vezes, indicada. Assim, durante o decurso da mediação, as partes poderão fazer-se assistir por advogado, advogado-estagiário ou solicitador, bem como por peritos, técnicos ou outras pessoas.

Algumas vezes, há várias questões relacionadas com o mesmo problema, mas, não é possível chegarmos a um acordo em todas na mesma mediação. Embora tal seja o desejável. Os acordos parciais são possíveis e sempre desejáveis por corresponderem a conflitos que obtêm uma solução por parte dos envolvidos. Com efeito, representam bases bem sucedidas do empenho das partes que, por isso, não necessitam de serem arrastadas para processos mais morosos e dispendiosos.

Se não chegar a acordo, a mediação terá servido para as partes dimensionarem melhor o alcance e os contornos do seu conflito.

Os acordos alcançados na mediação têm o valor de um contrato, ficando as partes obrigadas ao seu cumprimento nos termos gerais.

A maior garantia de que qualquer acordo será cumprido é ser celebrado de livre vontade e corresponder à vontade real dos seus celebrantes.

A Mediação permite a eficácia dos resultados, com redução do desgaste emocional e do custo financeiro. Com efeito, proporciona um ambiente mais cooperativo, facilita a comunicação e permite atender a todos os interesse e expectativas em jogo, de forma mais rápida, informal e a baixo custo. Assim, melhora os relacionamentos e evidencia um maior compromisso das partes em cumprir um acordo construído por elas.

Ao celebrar um contrato é possível prever, à partida, a possibilidade de resolver qualquer conflito que venha a ter relação com o mesmo pelo recurso à mediação. 

Qualquer advogado, advogado-estagiário ou solicitador poderá informar melhor sobre o teor e adequação de tais cláusulas.

A Mediação também pode utilizar-se para outros conflitos patrimoniais. Por exemplo, em situações de locação de bens móveis, indenização por perdas e danos (por exemplo, por acidente automóvel), inventários e partilhas.

As questões familiares também podem ser resolvidas pela Mediação. No caso da separação e do divórcio, pelo fato do estado civil de uma pessoa ser um direito indisponível, a Mediação apenas pode usar-se como meio prévio à interposição do processo de divórcio. Pode, no entanto, resolver os conflitos relativos à regulação e revisão do poder paternal dos filhos menores (sua guarda e pensão de alimentos), casa de morada de família e bens do casal. A Mediação pode também ter uso nos conflitos entre gerações ou em questões sucessórias.

Pode-se usar a Mediação para os conflitos escolares. A Mediação escolar pode abranger quer questões entre instituições, quer entre estas e alunos ou associações de pais, quer apenas entre alunos.

Como vêm, a Mediação tem um campo de trabalho muito vasto. Para além dos referidos, pode também ser usada como forma alternativa de resolução de conflitos do meio ambiente, comunitários (questões diversas que envolvem a manutenção ou a melhoria da convivência) e políticas (articulação e negociação de interesses e de convivência).


Rosali Aguiar
Mediadora Judicial e Extrajudicial
@rosaliaguiarpraticassistemicas


Floral da Bach - O que está te faltando?




O que está te faltando? 


Coragem, definição, positividade, esperança, auto confiança, alegria, força interior, paciência, auto controle, foco, amorosidade, perdão, atitude, aceitação, entendimento, autenticidade, tolerância, desapego, desprendimento,      energia, respeito aos próprios limites, flexibilidade para se adaptar, confiança na segurança dos seus entes queridos,  alento, humildade, motivação…  O que te falta e por que? 
Vamos conversar um pouco sobre isso?
Para entendermos melhor, é importante frisar que Cada pessoa tem razões únicas para apresentar um sintoma (medo, ansiedade, indecisão, irritação, etc), por isso não é produtivo escolher florais com base apenas nos sintomas. 
Por exemplo: Está com ansiedade? Por que? Pode ser muito entusiasmo devido a um evento futuro, pode ser devido a uma paixão, a uma indefinição, ao medo do julgamento externo, a auto cobrança, a um estado de fraqueza do qual não consegue sair e mais a uma infinidade de razões!  
Por essas razões, os florais não são escolhidos para o problema, mas sim para a pessoa que o apresenta.
O atendimento personalizado possibilita a identificação das prioridades e a escolha dos florais mais adequados ao momento, respeitando o ritmo da pessoa e seus objetivos. 
Na Terapia Floral não se combatem sintomas, ao contrário, os florais adequados vão atuar no desenvolvimento das qualidades necessárias para que aquela dificuldade perca a força e deixe de se manifestar. 
Por exemplo, se há medo escolhe-se  florais adequados para que a pessoa desenvolva a coragem… e assim por diante.
Importante lembrar que quando uma pessoa está  bem consigo mesma, realizada e feliz, tem condições de transmitir coisas boas a todos que a rodeiam. Porém muitas vezes, pelas situações da vida ou devido à sua personalidade, nem sempre consegue manter-se em harmonia com o seu íntimo ou ter clareza suficiente para identificar ou alcançar suas metas, o que pode gerar diversas dificuldades emocionais e atrapalhar seu desenvolvimento pessoal, seus relacionamentos, sua felicidade e a sua saúde como um todo.

A Terapia Floral ajuda no desenvolvimento das virtudes necessárias de maneira que a positividade vai se tornando cada vez mais evidente e a negatividade vai perdendo a força e deixa de se manifestar, sem guerra, de forma sutil e natural, conforme afirmou o Dr. Bach:

“ ... assim como a neve que derrete sob a luz do sol ...”.

A Terapia Floral utiliza a filosofia do Dr. Edward Bach e o repertório de centenas de essências florais como embasamento. Além disso, conta com os terapeutas qualificados que tem a função de acompanhar o indivíduo  no processo de auto conhecimento para que ele compreenda as causas de suas dificuldades emocionais e desenvolva, através da informação dos florais adequados a ele, as qualidades necessárias para alcançar seus objetivos internos.
A Terapia Floral age de modo integrado: com o envolvimento do paciente, com o acompanhamento e apoio terapêutico, e com a informação dos  florais.
Na Terapia Floral o indivíduo é visto como um todo, em seus vários aspectos: personalidade, situação atual, ideais, saúde física, contexto social, educação, crenças, valores, sua maneira de se relacionar consigo mesmo, com as pessoas e com os acontecimentos da vida, além de muitos outros detalhes.


Psicossomática - O nariz e os seus males






O Nariz e os Seus Males
por Michael Oduol


O nariz é o orifício pelo qual o ar penetra no nosso corpo e aquele pelo qual recebemos os odores, ou seja, o que emana do mundo manifestado. É graças a ele que podemos cheirar. Ele está associado ao Princípi
o do Metal, do qual ele é o sentido.

Nós respiramos pelo nariz, através do qual deixamos entrar a energia do ar, do fôlego (Céu). Logo, o seu nível de assimilação das energias é mais "tênue" que o da boca, que faz com que assimilemos o nível "material" da vida.

No entanto, ele está intimamente ligado a ela através do olfato, que é o associado fundamental do paladar, ao qual dá "volume", coloração.

A associação paladar/olfato é tão importante quanto a que há entre os dois olhos.

Os males do nariz vão nos falar do nosso medo em deixar que as dimensões "tênues" da vida entrem em nós, tanto no que diz respeito a nós mesmos quanto no que diz respeito aos outros. É a relação com a intimidade, com a aceitação das nossas informações íntimas ou das do outro.

Isso faz com que possamos compreender melhor o papel importante que os odores têm na sexualidade, seja ela vegetal, animal ou humana.

Sinusite, nariz entupido, perda do olfato - são muitos os sinais da nossa dificuldade para aceitar as mensagens, as informações "íntimas" que chegam até nós. Não "sentimos o cheiro de nada", elas nos desagradam pois "cheiram mal".

Ora, o que é que "cheira mal"? Os excrementos, a podridão, não as flores!

O que é que cheira mal na nossa vida, o que está podre ou está apodrecendo dentro de nós?

Há muitas questões a serem feitas e a serem colocadas em relação às nossas atitudes, ou ao que nós "cultivamos" dentro de nós, ou na relação com o outro, e sobre o valor que damos às coisas.

Cada vez que falamos do outro "Eu não o suporto" ou "Eu não posso vê-lo", devemos pensar no efeito espelho e refletir sobre a qual parte de nós - que não suportamos ou não podemos ver fomos conduzidos.
 
Os problemas de olfato ou de falta de olfato também provavelmente exprimem rancores, amarguras ou desejos de vingança que deixamos amadurecer e/ou apodrecer dentro de nós.


Enfim, eles podem significar que é grande o nosso medo em relação às manifestações da vida e da animalidade dentro de nós, pois a vida também é a morte, os excrementos, a podridão. 

Estes últimos nos são insuportáveis porque lhe damos noções de valor. Porém, talvez nos esqueçamos muito facilmente que os mais belos legumes e as belas flores crescem a partir de estrume ou de adubo e que a vida se alimenta da morte, que não é um fim da vida mas uma transição para a vida.

Psicossomática - Inflamação da Mucosa Nasal - Rinite e Sinusite





Psicossomática - Inflamação da Mucosa Nasal - Rinite e Sinusite

Inflamação na mucosa nasal, decorrente da ação de vírus, bactérias ou alérgenos. 

Está relacionada com o fato de uma pessoa se abalar pela atmosfera do ambiente em que vive. Se irrita facilmente por qualquer coisa que acontece à sua volta, principalmente com a forma dos outros pensarem a agirem. 

Instabilidade financeira da família, atritos no lar e risco de separação dos pais, ocorre uma série de perturbações, provocando medo e insegurança em relação ao futuro. 

A desestabilização interior reflete no corpo, tornando as fossas nasais vulneráveis às inflamações.

O isolamento é frequente nas pessoas afetadas pela rinite. Elas geralmente não expressam o que sentem, fecham-se em seu mundo, demonstrando uma aparente indiferença ao que está acontecendo, quando, na verdade, a situação tempestuosa abala profundamente suas bases emocionais. 

Sentem-se culpados por tudo o que acontece de ruim ao seu redor. A pessoa que é portadora de rinite tem o desejo de ser uma pessoa exemplar. Exige de si uma postura modelo perante aqueles que o cercam. Quer ser o melhor em tudo, não se permite errar. 

Egocêntrico, deseja que tudo gire em torno de si e aspira ser o centro das atenções. Para reverter esse quadro é necessário mudar seus valores, abandonar certas crenças, deixar de sentir-se o pivô das desgraças alheias, parar de atribuir a si as melhores qualidades.

Rinite aguda: pessoas que carregam, em seu interior, pequenos traumas provenientes do seu meio e que geram crenças que se tornaram padrão.

Rinite crônica: pessoa rígida, pessoa que teima em manter padrões de comportamento que não lhe são mais adequados.

Rinite alérgica: pessoas onde os conflitos internos sobrepõem-se ao poder de agir, ao poder de transformar-se, ao poder de conscientemente mudar a forma de pensar.

É necessário que se assimile melhor o mecanismo evolutivo. Para que haja um crescimento constante precisamos entender que erros, se assim podemos definir, são necessários para o nosso amadurecimento espiritual. Sendo assim, procuremos nos abrir para novos portais de conhecimento, vamos vivenciar cada ciclo como um degrau que traga luz em nossa consciência, ainda, criança.


Dica postada por Adriana Garcia 


Rosali Aguiar
Psicoterapeuta & Mediadora Sistêmica
Facebook: @rosaliaguiarpraticassistemicas
Instagram: @psicoterapeuta_rosaliaguiar



Eu não sou eu. Eu sou aquele que caminha ao meu lado, a quem não vejo!

Por Adriana Garcia

Quando olhamos os nossos olhos, sejam num espelho ou num lago, temos a inevitável, forte e surpreendente sensação de que alguém nos olha de volta.

(...)
Essa experiência de sermos olhados nos deixa imediatamente sóbrios. Se, como seres humanos, temos dúvida a respeito da alma interior, elas cessam imediatamente. Alguém nos olha de volta questionando, sério, alerta e sem querer nos consolar; e sentimos mais profundidade nos olhos que nos olham do que nos nossos próprios olhos ao olharem o mundo.

Como é estranho! Quem poderia estar nos olhando? Concluímos que é uma outra parte de nós, a metade que não deixamos expressar-se - e esta metade mais sombria e mais séria só nos devolve o olhar em raras ocasiões.
 
Quem olha no espelho recebe uma consciência da sua outra metade, sua sombra ou homem oculto; a consciência desse homem oculto é um objetivo de toda iniciação espiritual e de autoconhecimento.

Os gnósticos falaram muito sobre o gêmeo que se julga ter sido separado de nós ao nascimento, que conserva o conhecimento espiritual que nos é dado antes de nascermos. Quando ele reentra na psique insiste na intensidade e seriedade.

"Eu não sou eu. Eu sou aquele que caminha ao meu lado, a quem não vejo. A quem por vezes consigo visitar e outras vezes esqueço. O que perdoa doce, quando odeio. O que fica calado, quando eu falo. O que passeia quando fico em casa. O que ficará de pé quando eu morrer."

FONTE: João de Ferro - um livro sobre homens, Robert Bly