quarta-feira, 8 de abril de 2015

SOBRE A INTUIÇÃO


Ao longo da vida eu me interessei muito por esse fenômeno extraordinário chamado "intuição" e busquei compreendê-lo mais a fundo. O que vou expor aqui é o resultado daquilo que estudei e compreendi e não quer dizer que seja a "verdade universal". É apenas uma compreensão e pontuo que respeito todas as formas de crenças e opiniões contrárias.
Dentro do que alcancei, entendi que antes de tudo é importante diferenciarmos três aspectos da nossa constituição: mente (consciente e inconsciente), instinto ( inteligência animal que visa a integridade) e alma (sentimentos e sede da essência espiritual). Cada um desses aspectos apresentará um tipo de percepção intuitiva.
A mente pertence ao batalhar das antíteses e funciona na lógica da dualidade e conjunto de valores, isto é, para que algo seja alto, ela precisa conhecer algo que seja baixo para realizar uma comparação, pois não é capaz de alcançar uma verdade por si mesma. Por isso ela é um aparelho limitado, funciona dentro dos parâmetros da lógica e da linearidade, daquilo que somado, subtraído e previsível, servindo apenas para a compreensão do que é temporal e tridimensional. Ela é a sede das crenças e através dela não conseguimos alcançar as verdades do espírito (que não possuem relação com “crenças”), como a compreensão do que é “Deus”, o “Amor” e o “Infinito”. Assim, quando nos fortalecemos muito no campo da lógica mental, temos a percepção pertencente apenas ao que decorre dela (1+1=2). Ela não compreende o novo, pois se baseia nas leis da repetição: “se foi assim antes, será assim novamente”, “ se fui traída uma vez, logo serei traída de novo”. Ela é manipulável pelos diversos estímulos que recebemos e também é facilmente condicionada (programável ou ainda “hipnotizável”): se duas ou mais vezes que visitei minha sogra eu briguei com meu namorado, logo associo um sentimento de aversão a casa ou presença da sogra (condicionamento). Assim, algumas coisas que consideramos intuição pertencem a esses condicionamentos, percepções lógicas e do passado. A previsão que conseguimos estabelecer com o desenvolvimento mental é a previsão “lógica”, que funciona apenas para o que pode ser previsto desse modo, ou seja, não considera os elementos de mudança estabelecidos pelo “livre arbítrio”, que é o que rompe o condicionamento e que se situa no tempo “presente”. A única forma de nos livrarmos desse condicionamento é estarmos vivendo o “agora”, mas isso é assunto para outra postagem.
Já o nosso lado instintivo vive uma percepção intuitiva muito distinta dessa que é dada pelo campo mental. O instinto é aquilo que a Natureza nos dotou para preservarmos a nossa integridade física e psicológica.. O instinto é a “intuição” que faz os animais (lembrando aqui nós humanos também possuímos um corpo animal) saberem como se proteger, se alimentar, procriar, etc. Nós também precisamos do instinto para realizar uma série de coisas que a vida terrena nos solicita. Assim, o instinto é aquilo que fareja a energia das pessoas e dos ambientes. Ele pode nos dar atração ou repulsão por determinadas pessoas ou ambientes. O instinto também nos induz à defesas, anseios, vontades. Está relacionado ao nosso inconsciente e não pode ser compreendido por nossa mente. Ele controla nosso corpo, nos faz adoecer ou curarmo-nos de certas moléstias e se comunica com nós através de uma força de ação ou reação que nos é difícil manipular. Porém ele pode ser treinado. A intuição que vem do nosso lado instintivo tem a ver com percepção de quem podemos confiar, de lugares por onde devemos ir, ambientes agradáveis ou não, partes do nosso corpo que precisam de cuidados, etc. Também se relaciona com maior ou menor desenvolvimento da sensibilidade e conexão com a Terra e nosso lado mais “natural”.
Já a alma é algo que transcende completamente as leis do tempo e do espaço (a lógica mental). A alma está conectada ao nosso mental e instintivo, mas ela pertence à outra dimensão (dos sentimentos). E quando falamos sentimentos não devemos confundi-los com emoção. As emoções são derivadas da mente e das crenças, os sentimentos não, eles são frutos da conexão com a própria alma. Os sentimentos são duradouros e nos são impostos de cima para baixo, dependem do nosso nível consciencial de alma; as emoções são ondas de energia e são passageiras, temporais e dependem dos condicionamentos. A intuição da alma é a mais confiável delas e está relacionada ao chakra cardíaco. É a intuição que se dá por acesso espiritual, quando as divindades emanam feixes de luz que atingem a pessoa, geralmente trazendo grande paz interior, é o que muitos chamam de recebimento do “Espírito Santo” ou Deus falando ao coração. É algo mais sentimental e menos preciso e pode ser recebido como uma espécie de inspiração ou energia amorosa, anseios ou talentos da alma. Exemplo: “sinto que minha missão nessa vida tem a ver com o trabalho com reiki e com a psicologia”. Quando seguimos essas vozes dentro de nós, a sensação é de contentamento íntimo e paz interior. 
Assim, existem as percepções intuitivas que são próprias da pessoa, seja por desenvolvimento extra-sensorial ou por conexão espiritual, e existem aquelas que são dadas por alguma espécie de captação psíquica de outras consciências (encarnadas ou desencarnadas).
As percepções intuitivas que são próprias da pessoa derivam da sensibilidade de recebimento das vibrações dos fios condutores da vida. Trata-se de uma espécie de acesso às prospecções do que vai acontecer, embora o destino nunca esteja traçado de todo (devido a lei do livre arbítrio que pode mudar tudo). Jung defendia essa percepção pelo viés do inconsciente coletivo, mas muitos sensitivos e estudiosos espiritualistas mencionam os “cordões condutores” que apontam para determinadas direções e que por vezes acabam desembocando em algum acontecimento que gera um “movimento” que causa uma vibração no cordão e algumas pessoas conseguem percebê-lo. Nos sonhos essas captações são geralmente recebidas por linguagem simbólica. Nem sempre essa percepção se relaciona com a maior conexão com a própria alma e maior nível consciência, ela pode estar relacionada à maior sensibilidade apenas ou também chamada mediunidade.
E existe uma outra forma de percepção intuitiva, talvez a mais frequente, que é dada por influência de outras consciências, encarnadas ou desencarnadas. É muito comum os mentores e guias espirituais soprarem nos ouvidos da pessoa alguns avisos. Esses guias e mentores são limitados, pois a lei divina não lhes permite que nos digam tudo. Além disso, muitas vezes eles alertam mas devido ao barulho mental a pessoa não consegue ouvi-los. No caso da obsessão espiritual negativa, o fenômeno ocorre para influenciar a pessoa a fazer coisas que lhe farão mal, mas isso só acontece porque de alguma forma a pessoa se sintonizou com a vibração negativa do obsessor (momentos de baixa vibração – raiva, tristeza, ciúmes, culpa,etc.). Essa percepção também pode acontecer por influência mental de pessoas próximas. Por exemplo: pressentir que alguém vai ligar para você, saber quem é que está batendo na porta, sentir que um amigo está doente. Essas são captações psíquicas que também podem ser chamadas de “telepatia”. Acontecem de forma mais forte com pessoas que estejam muito conectadas entre si, como é o caso de mães e filhos, casais e irmãos gêmeos.
Além disso, existem outros fenômenos que são lembranças inconscientes (inclusive de outras vidas) e que são consideradas intuições. Isso pode se dar num encontro de almas e é mais fácil acontecer ao se olhar nos olhos da pessoas em questão. Não é por acaso que dizem que os olhos são as janelas da alma.
É importante estudarmos e compreendermos mais sobre as nossas habilidades intuitivas. Como bem foi colocado nos diversos comentários aqui da página, a intuição é responsável por nos livrar de grandes males. Fica muito difícil viver apenas confiante na lógica mental, que é tão limitada e não pode compreender a vida de todo. Precisamos aprender a silenciar os pensamentos, conceitos, padrões, condicionamentos e nos abrirmos para as percepções, aquilo que estamos a sentir! Uma vez que você aprenda a “sentir” e honrar esse sentido em você, a sua vida não é mais a mesma...
Paz e muita Luz sempre _/|\_

segunda-feira, 30 de março de 2015

O QUE É MEDIAÇÃO DE CONFLITOS



O que é a Mediação de Conflitos

A mediação é um recurso extrajudicial, privado e voluntário de resolução de conflitos, sendo especialmente vocacionada para todos os litígios em que há interesse, por parte dos seus intervenientes, em atender, não só ao presente mas, também, às consequências futuras da solução a encontrar, possibilitando, além do mais, a manutenção das suas relações (comerciais, de vizinhança, de amizade, familiares, bom nome, etc.) ou a sua melhoria, através de uma atitude de responsabilização e cooperação cívica, respeitosa e sigilosa, na resolução do problema e sua observância futura.
  
Quanto ao tempo de duração de um processo de mediação, podemos afirmar que cada caso é um caso, pois, a mediação é particular, rápida, informal, pouco dispendiosa e voluntária, variando a sua duração segundo o tipo e persistência dos conflitos, da complexidade dos temas e do relacionamento e abertura entre as partes. 

Geralmente, inicia-se com uma primeira entrevista designada de pré-mediação, na qual o mediador informa sobre o que é a Mediação, as suas etapas e avalia se as questões trazidas são adequadas ao emprego da mediação e da predisposição das partes para participarem. 

Nas reuniões seguintes desenrola-se a mediação propriamente dita, potencialmente terminando com a assinatura do acordo. O processo pode ser interrompido a qualquer momento, se os envolvidos assim o desejarem.

Os mediadores não podem, posteriormente, vir a ser testemunhas no processo judicial. O princípio da confidencialidade do processo de mediação abrange as partes, e eventuais outros intervenientes, e os mediadores. 

Portanto, ao decidirem-se pela mediação, as partes e o mediador assinam um termo de consentimento no qual expressamente todos se obrigam a manter o sigilo das sessões de mediação. Este princípio visa potenciar a confiança de todos na mediação que se vai desenrolar, por forma a que o diálogo seja o mais aberto possível, dentro dos parâmetros da boa-fé, do respeito mútuo e da cooperação.

Importante ressaltar que o mediador não vai dizer quem é que tem razão. O mediador de conflitos é neutro e imparcial. 

O mediador orienta as partes na descoberta dos pontos fracos e fortes das suas posições e interesses e na descoberta do que as une, auxiliando-as, sem as obrigar, a perceber, de forma cooperativa, as suas responsabilidades, por forma a criarem uma solução justa e equilibrada para os seus problemas.

O mediador de conflitos não é um terceiro que tem o poder de decisão, antes, é um terceiro imparcial. Na mediação são as partes que têm total domínio da decisão. 

O mediador é um profissional capacitado especificamente em técnicas de comunicação e gestão de conflitos, por forma a auxiliar as partes a sair de situações de impasse, a ampliar as alternativas para resolver o conflito e procurar com os envolvidos soluções que atendam a todos de forma justa e equilibrada.

A mediação é um recurso que vem sendo usada com êxito, há cerca de trinta anos, nos Estados Unidos, assim como mais recentemente, no Canadá, Japão, China, e em países da Europa, África e América Latina, como sejam a Argentina e o Brasil.

Quaisquer pessoas, físicas ou coletivas, envolvidas em conflitos ou litígios, que tenham necessidade ou desejo de os gerir, quer com intuito preventivo, quer com intuito de resolução, pode utilizar a mediação como forma de solução do seu problema.

A Mediação pode estar presente antes, durante ou após a resolução judicial. Os instrumentos extrajudiciais de resolução de controvérsias surgem para desafogar a tarefa judicial naquilo em que dela se pode abrir mão.

Os mediadores estão impedidos pelos seus Códigos de Ética de utilizar os seus conhecimentos profissionais de base (Direito, Gestão, Psicologia…) para orientar os envolvidos na Mediação. 

A consulta a especialistas antes, durante o processo, ou entre reuniões, com a intenção de esclarecimento ou orientação, é possível e, algumas vezes, indicada. Assim, durante o decurso da mediação, as partes poderão fazer-se assistir por advogado, advogado-estagiário ou solicitador, bem como por peritos, técnicos ou outras pessoas.

Algumas vezes, há várias questões relacionadas com o mesmo problema, mas, não é possível chegarmos a um acordo em todas na mesma mediação. Embora tal seja o desejável. Os acordos parciais são possíveis e sempre desejáveis por corresponderem a conflitos que obtêm uma solução por parte dos envolvidos. Com efeito, representam bases bem sucedidas do empenho das partes que, por isso, não necessitam de serem arrastadas para processos mais morosos e dispendiosos.

Se não chegar a acordo, a mediação terá servido para as partes dimensionarem melhor o alcance e os contornos do seu conflito.

Os acordos alcançados na mediação têm o valor de um contrato, ficando as partes obrigadas ao seu cumprimento nos termos gerais.

A maior garantia de que qualquer acordo será cumprido é ser celebrado de livre vontade e corresponder à vontade real dos seus celebrantes.

A Mediação permite a eficácia dos resultados, com redução do desgaste emocional e do custo financeiro. Com efeito, proporciona um ambiente mais cooperativo, facilita a comunicação e permite atender a todos os interesse e expectativas em jogo, de forma mais rápida, informal e a baixo custo. Assim, melhora os relacionamentos e evidencia um maior compromisso das partes em cumprir um acordo construído por elas.

Ao celebrar um contrato é possível prever, à partida, a possibilidade de resolver qualquer conflito que venha a ter relação com o mesmo pelo recurso à mediação. 

Qualquer advogado, advogado-estagiário ou solicitador poderá informar melhor sobre o teor e adequação de tais cláusulas.

A Mediação também pode utilizar-se para outros conflitos patrimoniais. Por exemplo, em situações de locação de bens móveis, indenização por perdas e danos (por exemplo, por acidente automóvel), inventários e partilhas.

As questões familiares também podem ser resolvidas pela Mediação. No caso da separação e do divórcio, pelo fato do estado civil de uma pessoa ser um direito indisponível, a Mediação apenas pode usar-se como meio prévio à interposição do processo de divórcio. Pode, no entanto, resolver os conflitos relativos à regulação e revisão do poder paternal dos filhos menores (sua guarda e pensão de alimentos), casa de morada de família e bens do casal. A Mediação pode também ter uso nos conflitos entre gerações ou em questões sucessórias.

Pode-se usar a Mediação para os conflitos escolares. A Mediação escolar pode abranger quer questões entre instituições, quer entre estas e alunos ou associações de pais, quer apenas entre alunos.

Como vêm, a Mediação tem um campo de trabalho muito vasto. Para além dos referidos, pode também ser usada como forma alternativa de resolução de conflitos do meio ambiente, comunitários (questões diversas que envolvem a manutenção ou a melhoria da convivência) e políticas (articulação e negociação de interesses e de convivência).


Rosali Aguiar
Mediadora Judicial e Extrajudicial
@rosaliaguiarpraticassistemicas


Floral da Bach - O que está te faltando?




O que está te faltando? 


Coragem, definição, positividade, esperança, auto confiança, alegria, força interior, paciência, auto controle, foco, amorosidade, perdão, atitude, aceitação, entendimento, autenticidade, tolerância, desapego, desprendimento,      energia, respeito aos próprios limites, flexibilidade para se adaptar, confiança na segurança dos seus entes queridos,  alento, humildade, motivação…  O que te falta e por que? 
Vamos conversar um pouco sobre isso?
Para entendermos melhor, é importante frisar que Cada pessoa tem razões únicas para apresentar um sintoma (medo, ansiedade, indecisão, irritação, etc), por isso não é produtivo escolher florais com base apenas nos sintomas. 
Por exemplo: Está com ansiedade? Por que? Pode ser muito entusiasmo devido a um evento futuro, pode ser devido a uma paixão, a uma indefinição, ao medo do julgamento externo, a auto cobrança, a um estado de fraqueza do qual não consegue sair e mais a uma infinidade de razões!  
Por essas razões, os florais não são escolhidos para o problema, mas sim para a pessoa que o apresenta.
O atendimento personalizado possibilita a identificação das prioridades e a escolha dos florais mais adequados ao momento, respeitando o ritmo da pessoa e seus objetivos. 
Na Terapia Floral não se combatem sintomas, ao contrário, os florais adequados vão atuar no desenvolvimento das qualidades necessárias para que aquela dificuldade perca a força e deixe de se manifestar. 
Por exemplo, se há medo escolhe-se  florais adequados para que a pessoa desenvolva a coragem… e assim por diante.
Importante lembrar que quando uma pessoa está  bem consigo mesma, realizada e feliz, tem condições de transmitir coisas boas a todos que a rodeiam. Porém muitas vezes, pelas situações da vida ou devido à sua personalidade, nem sempre consegue manter-se em harmonia com o seu íntimo ou ter clareza suficiente para identificar ou alcançar suas metas, o que pode gerar diversas dificuldades emocionais e atrapalhar seu desenvolvimento pessoal, seus relacionamentos, sua felicidade e a sua saúde como um todo.

A Terapia Floral ajuda no desenvolvimento das virtudes necessárias de maneira que a positividade vai se tornando cada vez mais evidente e a negatividade vai perdendo a força e deixa de se manifestar, sem guerra, de forma sutil e natural, conforme afirmou o Dr. Bach:

“ ... assim como a neve que derrete sob a luz do sol ...”.

A Terapia Floral utiliza a filosofia do Dr. Edward Bach e o repertório de centenas de essências florais como embasamento. Além disso, conta com os terapeutas qualificados que tem a função de acompanhar o indivíduo  no processo de auto conhecimento para que ele compreenda as causas de suas dificuldades emocionais e desenvolva, através da informação dos florais adequados a ele, as qualidades necessárias para alcançar seus objetivos internos.
A Terapia Floral age de modo integrado: com o envolvimento do paciente, com o acompanhamento e apoio terapêutico, e com a informação dos  florais.
Na Terapia Floral o indivíduo é visto como um todo, em seus vários aspectos: personalidade, situação atual, ideais, saúde física, contexto social, educação, crenças, valores, sua maneira de se relacionar consigo mesmo, com as pessoas e com os acontecimentos da vida, além de muitos outros detalhes.


Psicossomática - O nariz e os seus males






O Nariz e os Seus Males
por Michael Oduol


O nariz é o orifício pelo qual o ar penetra no nosso corpo e aquele pelo qual recebemos os odores, ou seja, o que emana do mundo manifestado. É graças a ele que podemos cheirar. Ele está associado ao Princípi
o do Metal, do qual ele é o sentido.

Nós respiramos pelo nariz, através do qual deixamos entrar a energia do ar, do fôlego (Céu). Logo, o seu nível de assimilação das energias é mais "tênue" que o da boca, que faz com que assimilemos o nível "material" da vida.

No entanto, ele está intimamente ligado a ela através do olfato, que é o associado fundamental do paladar, ao qual dá "volume", coloração.

A associação paladar/olfato é tão importante quanto a que há entre os dois olhos.

Os males do nariz vão nos falar do nosso medo em deixar que as dimensões "tênues" da vida entrem em nós, tanto no que diz respeito a nós mesmos quanto no que diz respeito aos outros. É a relação com a intimidade, com a aceitação das nossas informações íntimas ou das do outro.

Isso faz com que possamos compreender melhor o papel importante que os odores têm na sexualidade, seja ela vegetal, animal ou humana.

Sinusite, nariz entupido, perda do olfato - são muitos os sinais da nossa dificuldade para aceitar as mensagens, as informações "íntimas" que chegam até nós. Não "sentimos o cheiro de nada", elas nos desagradam pois "cheiram mal".

Ora, o que é que "cheira mal"? Os excrementos, a podridão, não as flores!

O que é que cheira mal na nossa vida, o que está podre ou está apodrecendo dentro de nós?

Há muitas questões a serem feitas e a serem colocadas em relação às nossas atitudes, ou ao que nós "cultivamos" dentro de nós, ou na relação com o outro, e sobre o valor que damos às coisas.

Cada vez que falamos do outro "Eu não o suporto" ou "Eu não posso vê-lo", devemos pensar no efeito espelho e refletir sobre a qual parte de nós - que não suportamos ou não podemos ver fomos conduzidos.
 
Os problemas de olfato ou de falta de olfato também provavelmente exprimem rancores, amarguras ou desejos de vingança que deixamos amadurecer e/ou apodrecer dentro de nós.


Enfim, eles podem significar que é grande o nosso medo em relação às manifestações da vida e da animalidade dentro de nós, pois a vida também é a morte, os excrementos, a podridão. 

Estes últimos nos são insuportáveis porque lhe damos noções de valor. Porém, talvez nos esqueçamos muito facilmente que os mais belos legumes e as belas flores crescem a partir de estrume ou de adubo e que a vida se alimenta da morte, que não é um fim da vida mas uma transição para a vida.