sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A Bola Dourada

 



A Bola Dourada

O que recebi pelo amor de meu pai eu não lhe paguei, pois, em criança, ignorava o valor do dom, e quando me tornei homem, endureci como todo homem.

Agora vejo crescer meu filho, a quem amo tanto como nenhum coração de pai se apegou a um filho. 

E o que antes recebi estou pagando agora a quem não me deu nem me vai retribuir. 

Pois quando ele for homem e pensar como os homens, seguirá, como eu, os seus próprios caminhos.

Com saudade, mas sem ciúme, eu o verei pagar ao meu neto o que me era devido.

Na sucessão dos tempos meu olhar assiste, comovido e contente, ao jogo da vida: 

cada um, com um sorriso, lança adiante a bola dourada, e a bola dourada nunca é devolvida!

(Bert Hellinger and Sophie Hellinger)


Bert Hellinger, discorre neste ensinamento sobre a ordem do amor entre pais e filhos, onde os pais dão aos filhos sem expectativas de receberem de volta na proporção entregue. 

A realização de dever cumprido dos pais está na sucessão dos tempos, quando então poderão observar os netos receberem de seus filhos o que lhes foi dado por herança de seus avós.

E você, entregou aos seus filhos o que recebeu de seus pais?

Te convido, se sentir o chamado, a vivenciar a Constelação Familiar na prática. Marque uma consulta, uma sessão de constelação, participe dos nossos Workshops, Oficinas e  Jornada sobre esse conhecimento.


Rosali Aguiar

Práticas Sistêmicas

WhatsApp (21) 96924-0926

@psicoterapeuta_rosaliaguiar


Não é tarde demais para se deixar levar pelo acaso ...

 

Para reflexão...

"Não é tarde demais para se deixar levar pelo acaso. Para se largar no tempo e deixar que ele corra sem rédeas e sem controle."
Ainda podemos ir mais longe e descobrir novas fronteiras.
Podemos escrever novos inícios, enfeitar os meios e deixar os finais para depois, para mais tarde.
Ainda podemos começar uma nova história, ou reviver aquelas que foram mais emocionantes.
Podemos, ainda, sonhar, sem medo, sem dar limites.
Dá tempo de abrir nossas asas, alçar novos voos e viajar para longe quando o pensamento pedir.
Ainda podemos confortar corações, e esperar que o nosso também encontre conforto e a calma que a gente tanto tem pedido.
Ainda podemos esperar que o nosso caos encontre um porto seguro para descansar.
Podemos guardar nossos mistérios longe de qualquer olhar, guiar nossos segredos para as páginas de um diário só nosso e revelar nossas verdades nos momentos que precisarmos sorrir mais.
Não é tarde demais para se deixar levar pelo acaso. Para se largar no tempo e deixar que ele corra sem rédeas e sem controle.
Ainda podemos deixar que a Vida se complete e nos faça sentir todas as emoções que ainda podem vir...
Marla de Queiroz

A HOMOSSEXUALIDADE NA VISÃO DE BERT HELLINGER




 A HOMOSSEXUALIDADE NA VISÃO DE BERT HELLINGER

Na maioria dos casos a homossexualidade se origina de um emaranhado sistêmico e não de uma pré-disposição genética. Alguma pessoa da família precisa representar uma mulher porque não existe nenhuma mulher à disposição. Então há uma falta de orientação sexual. É por isso que o homossexual costuma demorar a se identificar até perante ele mesmo.

Existem os casos em que alguém da família se identificou com uma pessoa excluída, que foi difamada. Isso pode acontecer quando a pessoa se identifica com um antepassado do sexo oposto e mais velho que foi afastado da família. Também acontece de um filho homem não conseguir escapar da esfera da influência da mãe e das mulheres, e não possa ir para a esfera de influência do pai.
Quando a mãe exclui o pai, por exemplo, e ata o filho exclusivamente a si (existem mulheres que querem um filho, mas não um marido).

Nos casais homossexuais existe um amor pessoal muito profundo. Devemos respeitar. Quando um homossexual reconhece o seu destino pode aceitar a homossexualidade com dignidade e assumi-la. Mesmo reconhecendo que é um destino difícil, assumindo esse destino, homens e mulheres recebem uma força especial.

“Quando um homem homossexual ou uma mulher homossexual reconhecem o seu destino, podem aceitar a homossexualidade com dignidade e assumi-la com dignidade. Mesmo que a reconheçam como um destino difícil. Em verdade, assumindo esse destino, homens e mulheres homossexuais recebem dele uma força especial.” [Bert Hellinger em NEUHAUSER, 2006, p. 272.]

Diferentes áreas das ciências biológicas e sociais estudam a homossexualidade, frequentemente buscando compreender e explicar suas origens. Bert Hellinger afirma que, em sua experiência fenomenológica, observa a homossexualidade como um destino sistêmico (NEUHAUSER, 2006) e, neste sentido, para as Constelações a homossexualidade não se trata de um sintoma ou problema, nem mesmo algo que possa ser “revertido”.

Para as Constelações Familiares, os relacionamentos se desenvolvem e se mantém sob os parâmetros universais das Ordens do Amor. Estas se referem ao vínculo de pertencimento ao sistema, à ordem de chegada ao sistema e ao equilíbrio entre o que se dá para a relação e o que se recebe. Estas ordens atuam sobre todas as relações, nos diferentes níveis de consciência (pessoal, coletiva e espiritual).
Referências:
HELLINHER, B. A fonte não precisa perguntar pelo caminho
HELLINGER, B., WEBER, G. e BEAUMONT, H. A Simetria Oculta do Amor .
NEUHAUSER, J. (org.) Para que o amor dê certo.

Rosali Aguiar
Praticas Sistêmicas

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A IMPORTÂNCIA DA MÃE NA NOSSA VIDA!

 


A IMPORTÂNCIA DA MÃE NA NOSSA VIDA! 

"Mesmo reconhecendo a importância que minha mãe tivera para mim, eu ainda não estava em total harmonia com ela. Sobretudo ao chegar à idade avançada, muitas vezes sentia-me invadido pela tristeza e pelo abandono quando pensava que meu irmão devia ter sido o filho preferido dela.

Em um sábado, poucas semanas antes do meu aniversário de 92 anos, fui novamente acometido por esse sentimento. Então, Sophie me disse: "Venha, vamos constelar isso". Ela e uma amiga que estava nos visitando entraram na constelação como representantes, e mais tarde fui inserido.

A realidade veio à tona, e senti o grande amor que minha mãe sempre tivera por mim. Sim, esse amor sempre estivera presente, assim como meu amor por ela. Desde essa experiência, minha alma se encheu de uma paz profunda.

O que isso nos mostra? Que até mesmo com quase 100 anos ainda permanecemos crianças; que até mesmo para um quase centenário o relacionamento com a mãe é decisivo para o bem-estar da alma.

A importância da mãe para nossa vida é incrivelmente grande.

Onde começa, então, nossa alegria com nosso próprio ser? Ela começa com a alegria que sentimos com nossos pais." 




Bert Hellinger